Eu deixo a musica entrar pelos meus ouvido, eu não quero a letra quero a batida, quero a batida da musica no ritmo do meu coração no ritmo que pulsam minhas onda cerebrais agitadas. Trazendo todas as coisas que eu ainda puder resgatar. Lembra naquele show? Quando eu chorei e tu me disse "não chora, aproveita!", tu sorriu pra mim o sorriso mais lindo do mundo, aquilo podia ser meu lema de vida para sempre, ainda mais se fosse tu que falasse todos os dias quando eu acordasse e o sol batesse nos meus olhos inchados.
Meu cérebro borbulha os elementos químicos que lá habitam estão todos brigando. Berrando uns para os outros, fazendo minha cabeça doer mais e mais a cada dorflex que eu tomo ou a cada tentativa de ajeita-los.
Não é o momento de dizer nada, não o meu. Eu escrevo apenas para que fique expresso de alguma forma a confusão que se instalou em meu corpo, na minha cabeça e na minha alma empregnados como o teu cheiro na minha cama. Eu ainda lembro quando tu me puxou pra perto de ti, em um dia quente de abril, e me disse aquela frase tão simples mas que naquele momento me fez a pessoa mais feliz do mundo. Ninguém deve nada a ninguém nessa vida, a gente só deve a si mesmo pelos nossos atos.